
Nota Editorial
“Há quem diga que a peste chega de fora. Que vem de longe, que atravessa fronteiras, corpos e linguagens, até se instalar entre nós. Narrativas

“Há quem diga que a peste chega de fora. Que vem de longe, que atravessa fronteiras, corpos e linguagens, até se instalar entre nós. Narrativas
A CASA É O LUGAR DE ONDE SE PARTE Chega agora ao fim o mandato desta equipa curatorial do Blogue da Sociedade Portuguesa de Psicanálise,

Era de uma vez um casal de velhadas, que morava num vilarejo esquecido com as suas duas filhinhas. A mais velha era moça trabalhadeira e
Antes de ser, há o sonho. Ainda não somos, mas já nos sonham, atribuem um nome, um lugar numa cadeia de símbolos, onde se forjam esperanças, dores, medos, heranças

MOTOR OU CODA * Por mais que tentasse, jamais seria capaz de descrever o princípio deste texto. Resta-me efabular, caminhar passo a passo entre mundos

A alma da locomotiva do Keaton, um colossal, selvagem e fumegante motor a vapor, é o caos puro encarnado que avança sem qualquer respeito pela

O céu dentro da palma da minha mão fechada Se quando olho para cima, o que vejo não é o que aprendi que devia ver,

There’s someone in my head, but it’s not me. Pink Floyd, «Brain Damage»(1973) [Nota prévia: sugerimos que o consumo desta pequena porção de escrita seja

Um homem constrói a sua casa dentro de um limite. Ao longo da vida insiste num determinado número de gestos, e reconhecem-no por isso. Um

Limite e configurações do desejo humano. “A natureza criou-nos com a faculdade de tudo desejar e a impotência de tudo obter.” Nicolau de Maquiavel A
Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.
A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.
Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.
Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo.
Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.
Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:
Instruções aos autores
A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.