
Retrato de Família
As crianças desenham a sua família de mil maneiras. Para além de construírem diferentes cenários familiares, estes desenhos parecem ser verdadeiras encenações em que elas inventam várias famílias e

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No quarto entrou a lua tão cheia e tão bela. É o entardecer de Dezembro e agarro a tua mão ainda quente, não sei se

O TEMPO, esse grande escultor Marguerite Yourcenar Kairos representa na mitologia grega o tempo existencial, subjetivo, qualitativo, essencialmente indeterminado, o tempo oportuno, por oposição a
Trabalho num serviço público de tratamento de adições. Há dias numa reunião clínica discutíamos sobre psicoses tóxicas, a propósito de uma interessante comunicação apresentada no

As palavras “subjectivo”, “fantasia”, “ história” têm actualmente a conotação de algo que está de costas voltadas para a realidade. Dizer “isso é muito subjectivo”,

Uma fascite plantar, de início insidioso e assento persistente, acompanha-me há uns anos, caprichosa na dor aguda alternante. Três sessões por semana dão forma ao

Um dia o meu filho fez-me aquilo que todos os pais temem que os filhos façam – embora, no fundo, o desejem: pediu-me a lua.

Desde pequeno que me extasiavam as estórias da tia Alice, de fino recorte narrativo, enunciado assertivo e precisão mnésica infalível. Recordo a atitude altiva, o

Milhares de crianças são diagnosticadas com PHDA e sujeitas a abordagens terapêuticas com psicoestimulantes. Não existe, contudo, marcador biológico da perturbação. A partir da realidade
Foi no final do século 19 que Freud escreveu em co -autoria com Breuer «Estudos sobre a Histeria» e pouco tempo depois publicou « A
Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.
A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.
Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.
Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo.
Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.
Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:
Instruções aos autores
A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.