
Quem não morre sempre reaparece: a História e o Teatro do Mal
Em 1978, Aldir Blac, grandioso compositor, vítima mortal do Covid-19, escreveu em Querelas do Brasil: O Brazil não conhece o Brasil O Brasil nunca foi

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Alfred Hitchcock no seu filme de 1954, “Janela Indiscreta” (Rear Window, cuja tradução literal é “Janela das traseiras”, apelando ao que se desenrola por detrás),

Nos indivíduos, a loucura é algo raro – mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra. Nietzsche Sabemos através da história que
Diante das velhas pedras das antigas civilizações, sinto-me num estado emocional idêntico àquele que me invade quando observo as crianças pequenas a construir o seu

Perplexidade e tristeza são os principais sentimentos que nos convocam a atual situação política do Brasil. Os políticos bolsonaristas têm exposto reiteradamente, em público, atitudes

No dia 18 de Maio de 2020 só 25% das crianças regressaram à creche. A maioria dos pais teve medo de trazer os filhos. Algumas

No último webinar da IPA “L’accident Covid au coeur de l´humain” Martin Gauthier, psicanalista Canadiano, afirmava “A psicanálise foi infetada, qual o remédio para a

Há uns anos atrás, uma paciente minha, estando grávida, foi internada devido a uma situação que ameaçava a gravidez. Fomos falando ao telefone, até que
– Tens uma casa? – Queres dizer uma casa com quatro paredes e um espaço? – Não, uma casa na cabeça. Alexandro Baricco, Trois fois

Trago na memória o momento em que, pela primeira vez, senti que tudo tinha parado: já não eram só as ruas desertas, as pessoas que
Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.
A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.
Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.
Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo.
Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.
Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:
Instruções aos autores
A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.