
O Inimigo
“Perante o flagelo… perante o escândalo da morte anunciada, iminente e cega, as comunidades têm uma tendência irreprimível para se unir no medo…” Bernard-Henri Levy

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A pandemia deixou-nos menos capazes de exprimir emoções, mais fechados sobre nós próprios? O medo subiu de tom, ao vermos um vírus mudar drasticamente as

“A epidemia é um fenómeno social tanto quanto médico” Bernard-Henri Levy (2020) “When reality is surreal, only fiction can make sense of it” Decameron project,
Após o golpe de Estado em 1964, o Brasil passou a viver tempos especialmente difíceis. Uma dessa ocasiões particulares deu-se em 1968 com o Ato

Nestes tempos de pandemia, em que assistimos ao poder de contágio à escala mundial de um vírus, o caso George Floyd, com o seu “i

Entrar no trabalho às nove, acabar de trabalhar às nove da noite. Muitos fins de semana ainda a trabalhar ou a fazer atividades associativas. Férias

No seu artigo de 1958 Donald Winnicott debruça-se sobre a capacidade de estar só assumindo-a como um dos maiores símbolos de maturidade de desenvolvimento emocional

A crise que temos vivido fez nascer várias linhas de atendimento, de que é exemplo a linha criada pela SPP. As pessoas que a procuram

Algo diferente e profundamente inquietante se instalou no meu amplo e novo consultório. Foi depois de um estranho fim de semana de Março, onde a

O confinamento (palavra vã e gasta) traz a vontade de sair, de partir, fazer as malas para outro lugar, algures lá fora, algures no mundo
Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.
A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.
Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.
Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo.
Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.
Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:
Instruções aos autores
A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.