
Um olhar sobre a Psicose
Tendo nascido em Alvalade – um bairro de lisboa – cedo contatei com doentes do Hospital Júlio de Matos, senhores estranhos de aspeto descuidado vagueando

Tendo nascido em Alvalade – um bairro de lisboa – cedo contatei com doentes do Hospital Júlio de Matos, senhores estranhos de aspeto descuidado vagueando

O discurso acerca dos sem-abrigo tende a radicalizar-se à volta do eixo factores individuais vs estruturais. Ou, se quisermos, o que está dentro ou fora

Palavras há que, quando nas nossas mentes são evocadas, abrem acesso a lugares internos à beira de se interceptar e de se significar. Para mim
Há casas cuja beleza começa no projecto (…) Há casas feitas à medida do homem (…) Eugénio de Andrade A figura humana e a casa

Em 2013 fui ao Cazaquistão onde participei num curso de psicoterapia psicanalítica, organizado por uma associação local. O curso era frequentado por naturais do Cazaquistão,

Durante mais de 10 anos, como psicólogo de uma IPSS na área da saúde mental comunitária – Grupo de Acção Comunitária -, participei em visitas
Gostaria antes de mais de dar os parabéns à SPP, e aos colegas particularmente envolvidos nesta iniciativa, pela criação de um blog e fazer votos
Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.
A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.
Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.
Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo.
Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.
Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:
Instruções aos autores
A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.