Publicações de blog

Blog

A “Linha Vira(l) Solidariedade” (por alguém que não a integrou)

O AMOR REDIME O MUNDO diziam elesMas onde está o mundo senão aqui?Mário Cesariny* A estranheza e a violência com que fomos surpreendidos pelo acontecimento

Boas famílias

Se Freud fosse vivo e assinasse a TV por cabo, possivelmente tornar-se-ia espectador de Succession, série emitida pelo canal HBO, onde a trama Shakespeariana está

Tolerar ESTA frustração – uma curta reflexão sobre as defesas radicais suscitadas pelo clima

A maturidade faz-se acompanhar de uma crescente capacidade para tolerar a frustração. Habitualmente, as birras, manifestações de cólera e ira diante de uma contrariedade decrescem

Liberté, j’écris ton nom

Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana, os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem. Jean Paul Sartre A

As máscaras invisíveis das redes sociais

Em Março começámos a usar máscaras que fazem parte desta nova vida trazida pelo vírus. Há quem afirme termos ficado privados das expressões faciais eloquentes

Um olhar sobre a Psicose

Tendo nascido em Alvalade – um bairro de lisboa – cedo contatei com doentes do Hospital Júlio de Matos, senhores estranhos de aspeto descuidado vagueando

Sem-abrigo: evitemos slogans!

O discurso acerca dos sem-abrigo tende a radicalizar-se à volta do eixo factores individuais vs estruturais. Ou, se quisermos, o que está dentro ou fora

PORTO _ Cidade das Pontes

O Porto, ao norteOnde fiqueiOnde tantas e tantas vezes RegresseiAtravessando pontesBem altas sobre as escarpasSobre o Douro prateado CruzadoPor cinco pontes de um só arcoDe

O Inimigo

“Perante o flagelo… perante o escândalo da morte anunciada, iminente e cega, as comunidades têm uma tendência irreprimível para se unir no medo…” Bernard-Henri Levy

Ser Velho neste Novo Tempo

A pandemia deixou-nos menos capazes de exprimir emoções, mais fechados sobre nós próprios? O medo subiu de tom, ao vermos um vírus mudar drasticamente as

Setembro

“Summer has come and passedThe innocent can never lastWake me up when September ends” Billie Joe Armstrong dos “Green Day” Em setembro, muitas pessoas vivem

História para crianças (e não só)

Um dos momentos mais divertidos do meu dia é contar histórias aos meus filhos de 2 e 4 anos, pequenos super-heróis à procura de sonhos

Um Bem de primeira necessidade

That is part of the beauty of all literature. You discover that your longings are universal longings, that you’re not lonely and isolated from anyone.

A Máscara

“A epidemia é um fenómeno social tanto quanto médico” Bernard-Henri Levy (2020) “When reality is surreal, only fiction can make sense of it” Decameron project,

Aquele Abraço

Após o golpe de Estado em 1964, o Brasil passou a viver tempos especialmente difíceis. Uma dessa ocasiões particulares deu-se em 1968 com o Ato

“I can’t breathe”

Nestes tempos de pandemia, em que assistimos ao poder de contágio à escala mundial de um vírus, o caso George Floyd, com o seu “i

Quarentena ou a descoberta da casa

Entrar no trabalho às nove, acabar de trabalhar às nove da noite. Muitos fins de semana ainda a trabalhar ou a fazer atividades associativas. Férias

A capacidade de estar só

No seu artigo de 1958 Donald Winnicott debruça-se sobre a capacidade de estar só assumindo-a como um dos maiores símbolos de maturidade de desenvolvimento emocional

Sobre o Blog

Ecos da Peste

Inaugurado em Outubro de 2017 com o nome «A Peste», este blogue partiu da equivalência feita por Freud entre Psicanálise e Peste, aquando da sua chegada a Nova Iorque, em 1909.

A revolução freudiana, assente na subversão da consciência e na concepção do humano como animal de desejo, viria a constituir-se numa hermenêutica da cultura, acompanhando o movimento da modernidade e sendo dela sua intérprete.

Desde o seu início, passaram por estas crónicas da Peste diferentes equipas editoriais – vozes e formas de olhar distintas – mas todas mantiveram viva a Peste: essa inquietação persistente perante o mundo e perante nós próprios.

Inaugura-se agora — para o biénio 2026/2027 — uma nova etapa, e um novo nome: «Ecos da Peste», preservando a ideia da Peste tal como Freud a imaginou. Os “Ecos” nascem naturalmente como algo que regressa sem ter sido convidado – um ruído familiar, uma voz ou ideia, uma memória, uma repetição insistente – algo que irrompe o curso natural das coisas e nos obriga a olhar de novo. 

Mantendo as directrizes da anterior equipa editorial, serão publicados textos escritos por um psicanalista da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e por um convidado, a propósito de um mesmo tema ou palavra proposta, em tom de convite, pela equipa editorial. Além da escrita, fazemos questão que outras linguagens artísticas estejam presentes.

Paralelamente, o blogue está aberto à participação livre de qualquer membro da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, tendo em consideração as seguintes instruções:

Instruções aos autores

  • A colaboração está aberta a todos os membros da Sociedade Portuguesa de Psicanálise.
  • Temas:
    • Psicanálise além do divã: como actua a psicanálise (pensamento, e olhar psicanalítico) fora do consultório privado, onde e como trabalham os psicanalistas na comunidade.
    • Cultura: olhar/reflexão psicanalítica sobre os fenómenos culturais (cinema, teatro, artes plásticas, música, etc).
    • Atualidade: reflexão psicanalítica sobre as questões importantes da actualidade, questões sociais, políticas, científicas, etc.
    • Saúde Mental: textos que reflectem sobre o funcionamento psíquico. 
    • Eventos Científicos: reflexão sobre eventos científicos recentes
  • Publicação de posts:
    • Pequenos textos, entre 500 a 1000 palavras. Não se pretende que sejam artigos científicos, mas antes textos com uma linguagem acessível a qualquer leitor, e que possam ser de interesse geral.
    • Os textos devem ser acompanhados por uma imagem.
    • Poderão ser também em forma de entrevistas: em texto ou vídeo (com um pequeno texto a acompanhar) ou descritas sumariamente num post.
  • Regras para submissão do artigo:
    • O autor concorda com a possibilidade de o artigo ser partilhado livremente noutras redes sociais.
    • Os artigos não podem ser usados com fins comerciais ou publicitários.
    • O autor garante que o artigo é original (caso não seja deverá assinalar a fonte de publicação originária, juntamente com a autorização de nova publicação).
    • O autor deve garantir que o seu artigo não contém linguagem obscena ou de natureza difamatória.
    • O autor compromete-se a assumir as responsabilidades que advêm da publicação de um artigo de sua autoria, ilibando a equipa editorial do blogue ou a Direcção da Sociedade Portuguesa de Psicanálise de qualquer responsabilidade.
    • O autor aceita a realização de uma revisão prévia à publicação do artigo pela equipa editorial e a decisão sobre se cumpre os critérios de publicação. Em última instância a Direção da Sociedade reserva-se o direito de decisão.
    • Será atribuída prioridade de publicação de acordo com a atualidade e temática de cada artigo. Após a revisão de cada artigo o seu autor será informado se o artigo se enquadra nas normas de publicação e sobre a data da sua publicação
    • Os artigos deverão ser enviados para o seguinte endereço de email: ecosdapeste@gmail.com

A equipa editorial é constituída por: Ana Eduardo Ribeiro, Elias Barreto, Eugénia Soares, Margarida Bilreiro, Sofia Vilar Soares e Tiago Reis Morais.